Diretor da Draco denuncia rede de corrupção envolvendo policiais ligados a Turnowski
Publicada em 17/02/2011 às 00h15m - globo online
RIO - Uma rede de policiais com cargos de comando e que atuava na base operacional do ex-chefe de Polícia Civil Allan Turnowski foi acusada de envolvimento em diversos crimes pelo delegado Claudio Ferraz, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em depoimento prestado na última segunda-feira na Divisão de Assuntos Internos (Divai) da Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coimpol).
Em oito páginas, Ferraz fez revelações contundentes: contou que agentes ligados ao ex-subchefe Operacional da Polícia Civil, o delegado Carlos Oliveira, organizaram, em abril do ano passado, uma operação na Favela da Coreia para roubar armas de traficantes e entregá-las a milicianos de Ramos. A operação foi autorizada pela Chefia de Polícia - inclusive com uso de helicóptero e blindados.
Segundo Ferraz, o armamento seria repassado ao policial militar da reserva Ricardo Afonso Fernandes, o Afonsinho, que, de acordo com as investigações da PF, controlava a milícia na Favela Roquete Pinto, em Ramos, juntamente com o filho, o inspetor da 22 DP (Penha) Christiano Gaspar Fernandes e o delegado Oliveira, todos presos na Operação Guilhotina. Ferraz disse ainda que a investida dos policiais era investigada pela Draco, mas acabou repassada para a PF com autorização do secretário José Mariano Beltrame:
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