segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Desqualificação do indiciamento

Operação Guilhotina

Promotor desqualifica indiciamento de Turnowski por vazamento de informações

Publicada em 28/02/2011 às 19h35m

O Globo online

RIO - O Titular da 23ª Promotoria de Investigação Penal da 1ª Central de Inquéritos do Ministério Público do Rio de Janeiro, promotor de Justiça Homero das Neves Freitas Filho, desqualificou o indiciamento por violação de sigilo profissional do ex-chefe de polícia Allan Turnowski. O promotor considerou que não foi demonstrado no inquérito o dano causado à administração pública pela conversa telefônica entre Turnowski e o inspetor Christiano Gaspar Fernandes, gravada em novembro de 2010 com autorização judicial. Para Freitas Filho, não há comprovação de que o ex-chefe da Polícia Civil soubesse da Operação Guilhotina, da Polícia Federal, e nem que sua interferência tenha permitido a fuga de Gaspar e do pai dele.

Por causa do declínio de atribuição, Freitas Filho encaminhou, nesta segunda-feira, requerimento para que o Juízo da 32ª Vara Criminal da Comarca da Capital remeta a um dos promotores de Justiça titulares do 2º Juizado Especial Criminal (Jecrim), o Inquérito Policial em que o ex-chefe da Polícia Civil delegado foi indiciado.

Prisão preventiva

Trânsito | 28/02/2011 | 19h57min - Zero Hora online

Ministério Público pede prisão preventiva do motorista que atropelou ciclistas

Ricardo Neis prestou depoimento na Delagacia de Crimes de Trânsito nesta segunda-feira

Atualizada às 20h53min

O Ministério Público Estadual pediu na noite desta segunda-feira a prisão preventiva de Ricardo Neis, 47 anos, que atropelou dezenas de ciclistas na Cidade Baixa, na última sexta-feira. Para os promotores Eugênio Amorim e Maria Lúcia Callegari, que atuam no Tribunal do Juri da Capital, as imagens da internet somadas ao histórico de infrações graves no trânsito, revelariam um perfil violento do condutor.

– Ele tem multas por dirigir na contramão, em cima da calçada e outras infrações graves. Precisa ser preso, pois não há justificativa para o que fez, explicou Amorim. Conforme o promotor, o caso foi um crime doloso (com intenção de matar) e duplamente qualificado, por ter sido cometido por motivo fútil e por um meio que impossibilitou defesa dass vítimas.

Neis prestou depoimento na Delagacia de Crimes de Trânsito nesta segunda-feira e depois concedeu uma rápida entrevista. Ele afirmou que foi cercado pelos manifestantes e que se sentiu ameaçado, por isso tomou a decisão de avançar com o veículo.

Acelerou para não ser linchado

28/02/2011 - 17h57- Folha online

Atropelador de ciclistas diz que acelerou para evitar linchamento

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE

O bancário Ricardo Neis, 47, que atropelou dezenas de ciclistas em Porto Alegre, disse nesta segunda-feira à Polícia Civil que acelerou o carro contra a multidão para "evitar ser linchado".

Vídeos mostram atropelamento de ciclistas

Pelo menos 16 pessoas foram atropeladas --8 delas foram parar no hospital com cortes e fraturas. O episódio aconteceu na sexta-feira (25) à noite.

Na versão que apresentou à Polícia Civil hoje à tarde, o bancário alega que estava na companhia do filho de 15 anos e que os ciclistas começaram a bater no carro.

O atropelador vai se entregar

27/02/2011 18:59 - Atualizado em 27/02/2011 22:07 - Correio do povo online

Motorista que atropelou ciclistas vai se entregar à polícia nesta segunda, diz advogado

Representante comunicou decisão ao delegado de crimes de trânsito da Polícia Civil

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Advogado diz que atropelador dos ciclistas vai se entregar nesta segunda
Crédito: Tarsila Pereira
Advogado diz que atropelador dos ciclistas vai se entregar nesta segunda
Crédito: Tarsila Pereira
O advogado de defesa do motorista que atropelou um grupo de ciclistas em Porto Alegre na noite da última sexta-feira apresentará seu cliente à polícia na manhã desta segunda-feira. O defensor procurou o responsável pela Divisão de Crimes de Trânsito da Polícia Civil, na capital gaúcha, delegado Gilberto Almeida Montenegro, comunicando a decisão.O proprietário do Golf preto que acelerou contra um grupo de ciclistas já foi identificado, e era ele mesmo quem dirigia o veículo no momento do incidente.

"Houve uma ação e uma reação. Amanhã ouvirei a outra parte. Então verificaremos o que houve e se foi culposo ou doloso", afirmou Montenegro. "O grupo deveria ter comunicado a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) e a Brigada Militar (BM, a Polícia Militar gaúcha) sobre o passeio. Um para coordenar o trânsito e permitir o amplo direito de ir e vir, o outro para segurança", disse o delegado.

No início da noite da sexta-feira, integrantes do grupo Massa Crítica, que defende o uso da bicicleta para transporte urbano, iniciava seu passeio quando, na rua José do Patrocínio, no bairro Cidade Baixa, teria havido uma discussão entre os ciclistas e o motorista. Após troca de insultos, de acordo com relato de ciclistas, o condutor do automóvel acelerou contra algumas bicicletas e fugiu do local.

Motorista e o júri popular

Trânsito | 28/02/2011 | 02h43min - Zero Hora online

Motorista que atropelou ciclistas na Capital pode ir a júri popular

Atropelador deve se apresentar à polícia nesta segunda-feira

O motorista que atropelou e feriu ciclistas na noite de sexta-feira poderá responder a processo pela tentativa de homicídio de integrantes do grupo que realizava ato em defesa do uso de bicicletas na Capital.

Caso fique provado no inquérito que o bancário Ricardo Neis, 47 anos, teve a intenção de matar ou assumiu o risco ao acelerar o Golf sobre manifestantes, ele poderá ir a júri popular.

Sem antecipar detalhes da investigação, o delegado Gilberto Montenegro, à frente interinamente do Departamento Estadual de Polícia Judiciária de Trânsito, informou que o enquadramento penal do motorista ainda não está definido e depende da reunião de provas, entre elas, vídeos postados na internet, além do depoimento de testemunhas.

— As imagens são chocantes. Mesmo contrariado, ninguém pode agir desse jeito. E ele também não parou para socorrer — afirma o policial.

Atropelamento com legítima defesa

Trânsito | 28/02/2011 | 03h52min - Zero Hora

"Começaram a bater no carro", diz filho de motorista que atropelou ciclistas na Capital

Homem que dirigia Golf vai alegar legítima defesa dele e do adolescente

Ao se apresentar nesta segunda-feira às 15h na Polícia Civil, o funcionário do Banco Central, Ricardo Neis, 47 anos, alegará legítima defesa dele e de seu filho de 15 anos como motivo para atropelar dezenas de ciclistas e ferir pelo menos oito deles.

Conforme seu advogado, Luís Fernando Coimbra Albino, o motorista decidiu se apresentar à tarde para afirmar que investiu contra os ciclistas após se sentir ameaçado por supostos golpes contra seu Golf preto.

— Ele (o motorista) me disse assim "eu vi uma brecha e fugi. Eles iam virar meu carro''.

Veja o vídeo do atropelamento

27/02/2011 - 21h00- Folha online

Vídeos mostram atropelamento de ciclistas no RS

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE

A organização Massa Crítica, que prega o uso de bicicletas no trânsito, está divulgando vídeos que mostram o momento em que o motorista de um Golf preto atropelou ciclistas em Porto Alegre (RS) na noite de sexta-feira (25). Pelo menos 16 pessoas foram atingidas --oito foram atendidas em hospitais.

Os vídeos foram publicados no YouTube. As imagens foram captadas por um dos participantes e mostram o momento do atropelamento.

No vídeo de 9'05'', o carro aparece colhendo os ciclistas. Após atropelar as duas pessoas, que voam por cima do capô, o veículo continua acelerando, atinge várias outras e foge. A cena dura cerca de quatro segundos.

A procura do atropelador

26/02/2011 - 12h15- Folha online

Polícia gaúcha procura motorista que atropelou 16 ciclistas

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE

A Polícia Civil tenta identificar o motorista responsável pelo atropelamento de 16 pessoas que participavam de um passeio ciclístico, ontem à noite, em Porto Alegre.

O carro envolvido, um Golf preto, foi localizado durante a madrugada por policiais militares a cerca de 4 km do local do atropelamento. O veículo, avariado, estava abandonado, segundo a polícia, e será submetido à perícia.

O carro como arma

25/02/2011 - 23h45- Folha online

Motorista atropela grupo de ciclistas em Porto Alegre

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE

Um motorista atropelou um grupo de ciclistas que fazia um passeio e feriu 16 pessoas por volta das 19h desta sexta-feira em Porto Alegre. Oito vítimas foram parar no hospital e testemunhas relatam que o atropelamento foi proposital.

Os ciclistas integram um grupo chamado "Massa Crítica", que defende o uso de bicicletas no trânsito e realizam, sempre na última sexta-feira um passeio coletivo. Hoje, o grupo reuniu cerca de 130 pessoas --algumas delas, crianças.

O atrito começou quando os ciclistas se deslocavam pela rua José do Patrocínio, no bairro Cidade Baixa (região central de Porto Alegre).

De acordo com testemunhas, o motorista de um Golf preto, que estava atrás do grupo, começou a buzinar e acelerar pedindo passagem. Os ciclistas não abriram, segundo eles, por falta de espaço. A rua é de mão única.

"Não dava para ele entrar no meio por causa da segurança. Ele andou atrás por duas quadras e a gente foi pedindo calma. Na terceira, ele esperou o pessoal se afastar um pouco e acelerou, indo com tudo para cima do pessoal", contou o empresário Marcelo Guidoux Kalil, 31, que estava entre os ciclistas.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Modernização da polícia!!

Corpo-a-corpo

'Temos que mostrar aos policiais que eles trabalham para a sociedade', afirma Beltrame

Publicada em 26/02/2011 às 22h28m - O Globo online

Vera Araújo Secretário de Seguranca do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame (Fotos: Pedro Kirilos / Agência O Globo)

RIO - A revolução que o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, pretende fazer nas polícias não se restringe ao combate à corrupção. A ideia é modificar inclusive a grade curricular das academias de polícia e implantar um modelo de gestão de segurança. Para isso, ele frisa: "a sociedade tem que ser parceira".

O senhor tem uma série de desafios pela frente, quais são sua metas?

BELTRAME: Encarar uma reforma curricular das polícias é um desafio enorme. Às vezes a pessoa não quer aprender coisas novas, mas vai ter que se enquadrar. É isso que sustenta o projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Quais são os projetos a curto prazo na área de tecnologia?

BELTRAME: Hoje se fala em gestão. Não se administra as polícias com códigos em cima das mesas. Muita coisa ainda é do tempo do caderno, da anotação, do processo, então acho que o desafio da tecnologia é tão duro quanto uma operação no Complexo do Alemão. Vamos pôr os batalhões em rede.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Relatório com indiciamento

PF entrega relatório com indiciamento de Allan Turnowski e Márcia Becker

Publicada em 25/02/2011 às 17h36m - O Globo online

RIO - O relatório do inquérito que levou aos indiciamentos do delegado Allan Turnowski, ex-chefe de Polícia do Rio, e da delegada Márcia Becker, ex-titular da 22ª DP (Penha) , foi enviado na tarde desta sexta-feira à Justiça pelo delegado Allan Dias Simões Maia, responsável pela deflagração da Operação Guilhotina , que levou a prisão de 39 pessoas, sendo 30 policiais civis e militares. No relatório, Allan Turnowski é acusado de vazamento da operação: "em razão de ter divulgado para Christiano Gaspar Fernandes, inspetor da Polícia Civil, o fato de existir operação da Polícia Federal, visando reprimir crimes praticados por policiais estaduais do Rio de Janeiro, após ter obtido tal informação da Secretaria de Segurança do Rio". ( Conheça os principais personagens envolvidos na crise da Polícia Civil do Rio )

Ainda segundo o relatório, ao qual o GLOBO teve acesso na Justiça, informação de inteligência "estabelece que Allan Turnowski manteve intenso contato telefônico com Christiano". Num dos trechos do documento, o ex-comandante da Polícia Civil conversa com o inspetor e chega a dizer "negô tá queimando vocês",´"é o pessoal da corregedoria".

Rastreamento

26/02/2011 - 10h31- Folha online

PF rastreou telefonemas de ex-chefe de polícia do Rio

HUDSON CORRÊA
DIANA BRITO
DO RIO

A Polícia Federal rastreou todas as ligações feitas pelo ex-chefe de Polícia Civil do Rio Allan Turnowski no dia 27 de novembro, véspera da ocupação do Complexo do Alemão, zona norte, então reduto dos maiores traficantes de drogas.

Essa técnica de investigação, chamada de conta reversa, consiste em analisar o histórico de chamadas feitas e recebidas por um investigado que, mesmo sem estar com o telefone grampeado, tenha ligado para um suspeito alvo, esse sim, de escuta telefônica.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Guilhotina concluída

25/02/2011 - 14h00- Folha online

Operação Guilhotina está concluída, diz delegado da PF

HUDSON CORRÊA
DIANA BRITO
DO RIO

O delegado federal Allan Dias, que comandou a Operação Guilhotina, afirmou na tarde desta sexta-feira que a investigação está encerrada. Ele veio ao Rio apenas para a missão que oficialmente termina no próximo dia 2.

Novas investigações sobre desdobramento dos casos deverão ser feitas pela Secretária de Segurança do Rio, disse Dias.

Delegada suspeita

25/02/2011 - 13h52- Folha online

PF indicia delegada suspeita de favorecer acusado no Rio

DO RIO

A Polícia Federal indiciou na manhã desta sexta-feira por suspeita de prevaricação a delegada da Polícia Civil Márcia Becker, ex-titular da 22ª Delegacia da Penha, zona norte do Rio.

No dia da Operação Guilhotina, deflagrada em 11 de fevereiro, Becker conversou ao telefone com um inspetor da 22ª DP, que estava com celular grampeado e era um dos investigados com mandado de prisão.

A Guilhotina apontou que 32 policiais civis e militares desviavam armas do tráfico e vazavam informação a criminosos sobre ações da polícia.

No telefone, o inspetor pede, segundo da PF, para Becker dizer à PF que ele estava de férias. A delegada teria concordado.

Depoimento de Beltrame

22/02/2011 - 22h49- Folha online

Secretário de Segurança do Rio presta depoimento na PF

GABRIELA CANSECO
DO RIO

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, foi ouvido na tarde desta terça-feira como testemunha no inquérito instaurado pela Polícia Federal que indiciou o ex-chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, sob suspeita de vazamento de informações.

Rafael Andrade-3.dez.10/Folhapress
Secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame
Secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame

Segundo nota da secretaria de Segurança, Beltrame reiterou o que já havia divulgado antes: "que ligou para o então chefe da Polícia Civil ao ser informado pela Polícia Federal que policiais civis estavam extorquindo um traficante durante a operação do complexo do Alemão. Como autoridade máxima da segurança do Estado, cobrou a Allan providências".

A nota do órgão estadual afirma ainda que "em nenhum momento, o secretário Beltrame mencionou a Operação Guilhotina ou o nome do inspetor investigado".

Após reunião com Beltrame, na quarta-feira (15), Turnowski deixou o cargo de chefe da Polícia Civil, quatro dias depois do início da crise na instituição e um dia após ter decidido fechar a Draco (Delegacia de Combate ao Crime Organizado), alegando ter recebido carta anônima com denúncias de corrupção.

A PF acusa Turnowski de vazar informações sobre operações policiais em andamento. Ele prestou depoimento na quinta-feira (17).

O indiciamento ocorreu após a operação Guilhotina, desencadeada pela Polícia Federal, e que prendeu dezenas de policiais ligados a traficantes e milícias. O principal preso na operação, o delegado Carlos Oliveira, era apontado como braço-direito de Turnowski.

Ligações suspeitas

22/02/2011 - 09h29- Folha online

Ex-chefe da Polícia Civil do Rio ligou 5 vezes para suspeito

HUDSON CORRÊA
DIANA BRITO
DO RIO

O ex-chefe da Polícia Civil do Rio Allan Turnowski falou ao telefone cinco vezes, em um mesmo dia no fim de novembro, com um inspetor investigado na Operação Guilhotina da Polícia Federal, segundo investigação à qual a Folha teve acesso.

O celular do inspetor estava grampeado pela PF e foram constatadas cinco ligações em menos de uma hora. Até agora, sabia-se de um telefonema de Turnowski para o inspetor, que está preso.

A PF indiciou Turnowski na semana passada por vazamento de informação sobre a operação, que apontou que 32 policiais civis e militares desviavam armas do tráfico, faziam parte de milícias e vendiam informação sobre ações da polícia.

Tensão entre as polícias Federal e Civil

20/02/2011 - 08h00- Folha online

Ação no Rio gerou confronto entre PF e Polícia Civil

HUDSON CORRÊA
DIANA BRITO
DO RIO

Os bastidores da Operação Guilhotina, deflagrada no último dia 11 no Rio, revelam situações de confronto entre a Polícia Federal, no comando das ações, e a cúpula da Polícia Civil, principal alvo da investigação.

A partir da operação, 44 pessoas --entre elas 32 policiais civis e militares-- foram denunciadas à Justiça sob suspeita de cometerem crimes como desvio de armas apreendidas, vazamento para criminosos de informações sobre operações policiais e formação de milícias.

A PF havia pedido o apoio das polícias Civil e Militar. Começou a suspeitar, então, que o vazamento poderia ter origem nas forças estaduais.

TENSÃO

As investigações transcorriam há quase um ano quando houve o primeiro grande momento de tensão.

A PF pediu ajuda à Secretaria de Segurança para localizar e prender Magno Carmo Pereira, policial da Dcod (Delegacia de Combate às Drogas) que havia sido infiltrado no tráfico para buscar informações sobre as movimentações criminosas.

Os federais descobriram que ele tinha se transformado em um informante --bem pago-- dos traficantes. Recebia dos criminosos R$ 100 mil por mês para avisá-los sobre operações policiais.

Segundo a PF, o então chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, foi incumbido de organizar a busca por Pereira. Ele foi preso, diz a PF, no dia 27 de agosto, por policiais de sua própria delegacia, mas só foi entregue à PF dois dias depois. Nesse tempo, teria sido ameaçado de morte por aqueles que o prenderam.

A partir dos depoimentos de Pereira, a PF passou a trabalhar com escutas telefônicas em busca de provas. Experientes, muitos dos investigados evitavam nas conversas telefônicas os temas de interesse dos federais: milícias, venda de armas apreendidas e de informações sobre operações policiais.

Toda a precaução dos investigados foi por água abaixo na ocupação dos complexos da Penha e do Alemão, no final de novembro, quando traficantes fugiram deixando armas, dinheiro e drogas escondidos no morro.

A região tornou-se então uma mina de ouro para policiais corruptos. Em busca dos "espólios de guerra", eles começaram a ligar para seus informantes nos complexos para obter informação sobre esconderijos de armas, joias, dinheiro e drogas.

Como alguns tinham os telefones grampeados, a PF obteve dados que não esperava ter em tão pouco tempo.

Uma das gravações usadas pela PF para fundamentar as denúncias mostra Turnowski conversando com um inspetor investigado. Nela, o então chefe da Polícia Civil pede cuidado ao policial, pois a Polícia Civil "era a bola da vez". A conversa foi o motivo de seu indiciamento.

Quadrilha de policiais

18/02/2011 - 18h39- Folha online

Após operação da PF, Promotoria denuncia quadrilhas de policiais

DE SÃO PAULO

O Ministério Público do Estado Rio denunciou (acusou formalmente) nesta sexta-feira policiais civis e militares, além de informantes, sob acusação de se apropriar de bens e pertences apreendidos em diligências e operações. Caso a Justiça aceite a denúncia, será aberto um processo contra os acusados.

As denúncias da Promotoria são consequências da operação Guilhotina, desencadeada pela PF (Polícia Federal) na última sexta (11) e que prendeu 38 pessoas, incluindo 30 policiais.

De acordo com a Promotoria, esses policiais atuavam em delegacias ou em posições estratégicas na Secretaria de Segurança Pública e formavam quatro grupos criminosos que agiam independentemente, aproveitando das facilidades proporcionadas pelos cargos que exerciam.

As acusações são de formação de quadrilha, corrupção passiva e/ou ativa, peculato e violação de sigilo funcional, dentre outros, que variam de acordo com a conduta individual de cada acusado.

Ex-delegada é indiciada

Operação Guilhotina: Márcia Becker, ex-delegada da 22ª DP, deverá ser indiciada

Publicada em 24/02/2011 às 23h47m - O Globo online

Antônio Werneck Operação Guilhotina, policiais federais vasculham a 22ª DP (Penha) em busca de evidências contra os policiais. A delegada Márcia Beker foi detida para esclarecimento e levada à PF (Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo)

RIO - A delegada Márcia Becker, ex-titular da 22ª DP (Penha), deve ser indicada nesta sexta-feira pela Polícia Federal, acusada de prevaricação (crime cometido por funcionário público que deixa de fazer o seu trabalho, para satisfazer interesse pessoal). Durante a Operação Guilhotina, desencadeada dia 11 pela PF, a então titular da delegacia da Penha teria conversado por celular com o inspetor Christiano Gaspar Fernandes, um dos principais alvos dos agentes federais. O telefonema durou poucos minutos, mas aconteceu quando os federais e agentes da Corregedoria Geral Unificada (CGU) cumpriam mandados de busca e apreensão na 22ª DP. Christiano, lotado naquela unidade, teve mandado de prisão expedido e estava foragido.

Inspetores preso estão internados

Inspetores internados presos na Operação Guilhotina devem ir para Bangu 8 ou hospital penitenciário

Publicada em 23/02/2011 às 23h52m - O Globo online

Daniel Brunet Promotora Márcia Colonese, que participa da Operação Guilhotina (Foto: Daniel Brunet / Agência O Globo)

RIO - Dois policiais civis presos na Operação Guilhotina , da Polícia Federal, no último dia 11, ainda não estão atrás das grades. Os inspetores Flávio de Brito Meister, o Master, e Jorge do Prado Ramos, o Stive, que eram da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), estão sob custódia policial em hospitais particulares. A promotora de Justiça Márcia Colonese, responsável pelo caso, pediu aos advogados dos dois que apresentem exames de saúde de cada um. Depois disso, ela vai requerer que eles sejam transferidos: para Bangu 8, se já estiverem em condições de receber alta, ou para o hospital penitenciário, se ainda precisarem de assistência médica.

Flávio e Jorge respondem a processo na 32ª Vara Criminal de Justiça, com outras quatro pessoas, por terem, segundo a PF, passado informações sobre ações da Polícia Civil e vendido armas aos traficantes Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, e Rogério Rios Mosqueira, o Roupinol.

Estado Paralelo

Operação Guilhotina se chamava Estado Negro

Setenta e duas horas depois de deixar a cadeira de chefe da Polícia Civil do estado, o delegado Allan Turnowski, sentou numa cadeira mais dura, a de depoente no inquérito que investiga quatro quadrilhas formadas por 32 policiais civis e militares acusados de usar a máquina do Estado para extorquir dinheiro de criminosos, vender armas a traficantes e milicianos e se locupletar. Após cerca de três horas de depoimento ao seu xará, o delegado Allan Dias, Turnowski saiu da Polícia Federal indiciado por violação de sigilo funcional (artigo 325 parágrafo 2o, que é "revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação"). É uma expressão jurídica para vazamento de informação. Como o suposto beneficiado pela informação foi o inspetor Christiano Gaspar Fernandes, acusado de manter uma milícia com o pai, e um dos 32 policiais presos na Operação Guilhotina, Turnowski está sendo acusado de ser um agente duplo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

TJ aceita a denúncia

Operação Guilhotina: TJ aceita denúncia contra delegado Carlos Oliveira e mais 43 denunciados por corrupção

Publicada em 18/02/2011 às 21h11m - O Globo online

Daniel Brunet, Sérgio Ramalho e G1
Delegado Carlos Oliveira recebe medalha de fidelidade (Foto: Site da Polícia Civil)

RIO - O Tribunal de Justiça (TJ-RJ) confirmou na noite desta sexta-feira que aceitou a denúncia do Ministério Público contra 44 investigados - inclusive o ex-chefe operacional da Polícia Civil, delegado Carlos Antônio de Oliveira - na Operação Guilhotina. Com o recebimento da denúncia pela Justiça, será iniciado o processo penal contra os réus acusados dos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, peculato e violação de sigilo funcional e outros delitos. A denúncia do MP foi feita ao Juízo da 32ª Vara Criminal da Comarca do Rio.

O Ministério Público estadual denunciou Oliveira, nesta sexta-feira. Ao todo, os promotores apresentaram quatro denúncias à 32ª Vara Criminal do Rio. Na acusação feita contra o delegado Carlos Oliveira, outras 20 pessoas são apontadas como integrante da quadrilha (dez são policiais civis ou militares). MP ainda vai analisar possível denúncia contra Allan Turnowski.

Indiciamento

18/02/2011 - 11h45- Folha online

Promotoria recebe inquérito que indicia ex-chefe da polícia

DO RIO

O Ministério Público do Rio informou nesta sexta-feira que já recebeu o inquérito da Polícia Federal que indiciou o ex-chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski.

A PF acusa Turnowski de vazar informações sobre operações policiais em andamento. Ele prestou depoimento por três horas ontem (17). Na saída, ele negou as acusações. "Sou inocente, não recebi propina nem vazei informação. Não sabia da operação [Guilhotina]", afirmou.

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), não quis comentar na manhã desta sexta-feira o indiciamento de Turnowski. Durante passagem de comando da Força de Paz que atua nos complexos do Alemão e da Penha, ele disse apenas que as investigações sobre a polícia "valorizam a política de segurança".

As denúncias

18/02/2011 - 22h29 - Folha online

Justiça recebe quatro denúncias da Operação Guilhotina

DO RIO

O juiz em exercício da 32ª Vara Criminal do Rio, Guilherme Schilling Pollo Duarte, recebeu, nesta sexta-feira, as quatro denúncias (acusações formais) do Ministério Público referentes à Operação Guilhotina, comandada pela Polícia Federal.

Antes do recebimento da denúncia, o magistrado desmembrou o processo principal em outros três para facilitar a individualização da conduta de cada um dos 45 acusados, sendo que a maioria pertence às polícias Civil e Militar.

Nos processos, serão apurados a prática de crimes de quadrilha armada, peculato, corrupção passiva, comércio ilegal de arma de fogo, extorsão qualificada, entre outros delitos.

De acordo com a denúncia, a partir das interceptações telefônicas e da quebra do sigilo bancário, autorizadas pela Justiça, foi possível verificar a participação de cada um dos indiciados nas atividades criminosas.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Julgamento na Federal

O varejo da corrupção

Delegado Carlos Oliveira, acusado de corrupção, quer julgamento na Justiça Federal

Publicada em 17/02/2011 às 17h10m - O Globo online

Carlos Oliveira quando tomou posse na subchefia de Polícia Civil do Rio/ Márcia Foletto - O Globo (arquivo) RIO - O delegado Carlos Oliveira, ex-subchefe operacional da Polícia Civil, preso acusado de corrupção durante a Operação Guilhotina , da Polícia Federal, quer julgamento na Justiça Federal. De acordo com o blog Beleza, caos e outras histórias, de Ana Cláudia Guimarães , o juiz Roberto Schumann, da 3ª Vara Federal do Rio, recebeu na quarta-feira um pedido de mandado de segurança criminal, impetrado pelo advogado de Oliveira. Ele questiona a competência da Justiça estadual do Rio sobre o caso, que atualmente está na 32ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Carlos Oliveira pede que todo o caso, inclusive sobre eventual indiciamento do ex-chefe de polícia Allan Turnowski, seja decidido na Justiça Federal.

Indiciamento do delegado

O varejo da corrupção

Delegado Allan Turnowski é indiciado pela Polícia Federal por vazamento de informações

Publicada em 17/02/2011 às 19h44m - Globo online

Antonio Werneck O ex-chefe da polícia Civil, Allan Turnowski, deixa a sede da Polícia Federal após prestar depoimento sobre suposto caso de vazamento de informações (Foto: André Teixeira / Agência O Globo)

RIO - O ex-chefe da Polícia Civil Allan Turnowski foi indiciado, no início da noite desta quinta-feira, por vazamento de informações (segundo parágrafo do artigo 325 do Código Penal). Ele teria sido flagrado em grampos telefônicos alertando o inspetor Christiano Gaspar Fernandes sobre uma investigação da Polícia Federal . Turnowski prestou depoimento por mais de três horas na sede da Polícia Federal, na Praça Mauá, na tarde desta quinta.

A conversa interceptada por policiais federais teria acontecido em 2010, depois de a PF chegar a um informante que trabalhava na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). Allan teria dito a seu subordinado para ficar atento, porque a PF preparava uma operação. Um dos alvos do inquérito, Christiano acabou preso. Com passagem pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), o policial civil estava lotado na 22ªDP (Penha), que chegou a ser fechada durante duas horas na semana passadam durante a Operação Guilhotina. O ex-chefe da Polícia Civil negou as informações, e diz que teria falado com o inspetor a pedido de Beltrame.

Vazamento de informações

Da cúpula para o rol de suspeitos

Allan Turnowski cai da Chefia de Polícia e deve ser indiciado por vazamento de informação

Publicada em 16/02/2011 às 00h34m - Globo online

Antônio Werneck e Vera Araújo Allan Turnowski deixa a sede da Draco após entrevista coletiva (Foto: André Teixeira / Agência O Globo)

RIO - Afastado do comando da Polícia Civil depois de uma tensa negociação - envolvendo até mesmo o governador Sérgio Cabral -, que começou na noite de segunda-feira, durou toda a madrugada e terminou nesta terça-feira com comunicados oficiais, o delegado Allan Turnowski deverá ser indiciado nesta quarta-feira pela Polícia Federal, por suspeita de vazamento de informação. Ele teria sido flagrado em grampos telefônicos alertando o inspetor Christiano Gaspar Fernandes sobre uma investigação da PF. Turnowski já foi informado pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, de que precisará prestar novos esclarecimentos aos agentes no Rio.

Chefia Nova

Nova chefia

Martha Rocha anuncia delegado Márcio Franco como o novo diretor de polícia especializada do Rio

Publicada em 17/02/2011 às 16h23m - Globo online

RIO - A nova chefe de Polícia Civil do Rio, delegada Martha Rocha, anunciou oficialmente o nome do delegado Márcio Franco para a direção do Departamento Geral de Polícia Especializada do Rio. Ele assume a vaga deixada pelo delegado Ronaldo Oliveira, que fazia parte da equipe do ex-chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski.

Mais cedo, ela defendeu a sua decisão de manter o delegado Gilson Soares, que integrava os quadros de Allan Turnowski, na Corregedoria Interna da Polícia. A declaração foi dada em entrevista à rádio CBN. Segundo ela, Gilson tem uma trajetória na área disciplinar, além de competência e capacidade para exercer a função.

Propina para a propteção

O varejo da corrupção

Testemunha acusa Allan Turnowski de receber propina para proteger milícia e não reprimir pirataria em camelódromo

Publicada em 17/02/2011 às 01h53m - Globo online

RIO - Em depoimento à Polícia Federal, uma testemunha que atuou por 15 anos como informante do grupo do ex-subchefe operacional da Polícia Civil Carlos Oliveira - um dos 30 policiais presos na Operação Guilhotina - afirma que o ex-chefe da instituição, delegado Allan Turnowski, sabia de todas as ações criminosas dos agentes. X., de 41 anos, aponta Turnowski como beneficiário de um esquema sustentado por policiais ligados a milícias, contraventores e contrabandistas. No relato, ele diz ainda que o ex-chefe recebia R$ 100 mil para não reprimir a venda de produtos falsos no camelódromo da Uruguaiana, no Centro.

No fim de janeiro, os 1.508 boxes do camelódromo passaram por uma devassa da Polícia Civil e da Receita Federal. A operação fora determinada pela 6 Vara Empresarial do Tribunal de Justiça (TJ) para cumprir mandados de busca e apreensão de produtos falsificados, respondendo a solicitação do Grupo de Proteção à Marca, com sede em São Paulo. Investigações da PF apontam o envolvimento de policiais numa disputa pelo controle do mercado, acirrada com o assassinato de um dos líderes dos camelôs, Alexandre Farias Pereira, em maio de 2007. Ele teria sido morto por se recusar a pagar propina a policiais.

Rede de corrupção

Faxina na polícia

Diretor da Draco denuncia rede de corrupção envolvendo policiais ligados a Turnowski

Publicada em 17/02/2011 às 00h15m - globo online

RIO - Uma rede de policiais com cargos de comando e que atuava na base operacional do ex-chefe de Polícia Civil Allan Turnowski foi acusada de envolvimento em diversos crimes pelo delegado Claudio Ferraz, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em depoimento prestado na última segunda-feira na Divisão de Assuntos Internos (Divai) da Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coimpol).

Em oito páginas, Ferraz fez revelações contundentes: contou que agentes ligados ao ex-subchefe Operacional da Polícia Civil, o delegado Carlos Oliveira, organizaram, em abril do ano passado, uma operação na Favela da Coreia para roubar armas de traficantes e entregá-las a milicianos de Ramos. A operação foi autorizada pela Chefia de Polícia - inclusive com uso de helicóptero e blindados.

Segundo Ferraz, o armamento seria repassado ao policial militar da reserva Ricardo Afonso Fernandes, o Afonsinho, que, de acordo com as investigações da PF, controlava a milícia na Favela Roquete Pinto, em Ramos, juntamente com o filho, o inspetor da 22 DP (Penha) Christiano Gaspar Fernandes e o delegado Oliveira, todos presos na Operação Guilhotina. Ferraz disse ainda que a investida dos policiais era investigada pela Draco, mas acabou repassada para a PF com autorização do secretário José Mariano Beltrame:

Alllan defende-se

Allan Turnowski: acusações são infundadas

Publicada em 17/02/2011 às 00h10m - Globo online

RIO - O delegado Allan Turnowski, ex-chefe de Polícia Civil, negou nesta quarta-feira as acusações feitas pela testemunha X. em depoimento na Polícia Federal, durante as investigações da Operação Guilhotina. Segundo Turnowski, as denúncias são infundadas, baseadas apenas num relato testemunhal, sem provas concretas, como vídeos, fotos, escutas ou dados de quebra de sigilo bancário. A testemunha, que seria um informante do delegado Carlos Luiz de Oliveira, ex-subchefe operacional, acusou Turnowski de receber, por exemplo, R$ 100 mil para não combater a venda de produtos falsificados.

Crise e mais crise

Crise na Polícia Civil

PF já intimou Allan Turnowski duas vezes

Publicada em 17/02/2011 às 00h12m - Globo online

RIO - Suspeito de vazamento de informações para policiais presos na Operação Guilhotina da Polícia Federal e acusado por uma testemunha de receber propina, o delegado Allan Turnowski, ex-chefe de Polícia do Rio, tem até sexta-feira para comparecer à PF e prestar depoimento. Allan deveria ter sido ouvido ontem, mas ligou para a PF pedindo mais prazo. O delegado já foi intimado duas vezes, em ofícios encaminhados ao secretário José Mariano Beltrame.

Grupo de extermínio!

17/02/2011 - 09h37- Folha online

Investigação liga policiais a grupo de extermínio no Rio

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DIANA BRITO
HUDSON CORRÊA
DO RIO

A Polícia Federal entregou ontem (16) ao secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, relatório que aponta suposto envolvimento de policiais civis e militares em grupo de extermínio.

Na investigação de desvio de armas e drogas, e vazamento de informações, a PF também se deparou com assassinatos cometidos ou acobertados por policiais.

Entre os crimes cometidos pela quadrilha estaria um atentado, em 2010, contra Rogério de Andrade, acusado de chefiar a máfia dos caça-níqueis na cidade. Uma bomba explodiu sob seu carro, matando seu filho de 17 anos e o deixando ferido.

Outro caso seria o da comerciante chinesa Ye Guoe, sequestrada em 2008 após trocar R$ 220 mil por US$ 130 mil numa casa de câmbio.

A investigação também aponta uma tabela de preços para a morte de políticos, policiais, empresários, promotores, juízes e outros.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Vazamento

Crise na polícia

Turnowski nega ter vazado informações sobre investigação a subordinado

Publicada em 16/02/2011 às 11h35m - globo online

RIO - O delegado Allan Turnowski - que deixou a chefia de Polícia Civil nesta terça, quatro dias depois da Operação Guilhotina, da Polícia Federal - negou que tenha alertado o inspetor Christiano Gaspar Fernandes sobre uma investigação da Polícia Federal. A declaração foi dada em entrevista à rádio Bandnews, na manhã desta quarta-feira. Turnowski alegou que falou com o subordinado depois de ser avisado por um policial federal que uma escuta havia flagrado que Christiano acabara de realizar uma prisão:

- Perguntei: "Vocês estão com preso? Leva logo para a delegacia porque tá no grampo da federal que vocês prenderam". Pensei que o grampo estava no bandido. Não sei como funciona na Polícia Federal, mas na Polícia Civil esse tipo de aviso é rotina.

Nova equipe

Primeira medida

Martha Rocha anuncia nova cúpula da Polícia Civil

Publicada em 16/02/2011 às 18h13m - Globo online

RIO - A nova chefe de Polícia Civil do Rio, delegada Martha Rocha, primeira mulher a assumir o cargo no Rio , anunciou no fim da tarde desta quarta-feira quatro policiais que farão parte do primeiro escalão da Polícia Civil. O delegado Fernando Veloso será o subsecretário operacional; o delegado Sérgio Caldas, o subsecretário administrativo; e o delegado Luis Zettermann será o chefe de gabinete. O único da cúpula da Polícia Civil que será mantido no cargo é o corregedor Gilson Soares. O anúncio foi feito no prédio da Chefia de Polícia, no Centro do Rio, durante uma entrevista coletiva.

A nova chefe da Polícia Civil anunciou que a sua gestão será baseada no tripé experiência, competência e seriedade.

Informantes

Crise na Polícia Civil

Em depoimento, delegado Cláudio Ferraz diz que grupo de Carlos Oliveira tinha informantes no Disque-Denúncia

Publicada em 16/02/2011 às 20h39m - Glob online

RIO - Em depoimento na Corregedoria Interna da Polícia Civil, o delegado Cláudio Ferraz afirma que o grupo do ex-subchefe de Polícia, Carlos Antônio de Oliveira, teria um informante no Disque-Denúncia. De acordo com informações do site do jornal Extra , o ex-diretor da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) revelou que a quadrilha teria vazado informações obtidas pelo serviço sobre a Operação Guilhotina , da Polícia Federal, que resultou na prisão de mais de 30 policiais.( Conheça os principais personagens da crise de Polícia Civil )

Segundo o site, no depoimento prestado na terça-feira, Cláudio Ferraz conta que um inspetor identificado como Gerhard, da Draco, teria descoberto que o grupo de Carlos Oliveira costumava checar as denúncias recebidas pelo Disque-Denúncia. De acordo com Ferraz, Gerhard "conseguiu descobrir que o vazamento das informações aconteceu no interior da sede do Disque-Denúncia, visto que essa organização criminosa (a de Oliveira) possuía tentáculos operacionais naquela central de informações".

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A negociação !!


De um lado para outro!

Da cúpula para o rol de suspeitos

Allan Turnowski cai da Chefia de Polícia e deve ser indiciado por vazamento de informação

Publicada em 16/02/2011 às 00h34m - O Globo online

Allan Turnowski deixa a sede da Draco após entrevista coletiva (Foto: André Teixeira / Agência O Globo)

RIO - Afastado do comando da Polícia Civil depois de uma tensa negociação - envolvendo até mesmo o governador Sérgio Cabral -, que começou na noite de segunda-feira, durou toda a madrugada e terminou nesta terça-feira com comunicados oficiais, o delegado Allan Turnowski deverá ser indiciado nesta quarta-feira pela Polícia Federal, por suspeita de vazamento de informação. Ele teria sido flagrado em grampos telefônicos alertando o inspetor Christiano Gaspar Fernandes sobre uma investigação da PF. Turnowski já foi informado pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, de que precisará prestar novos esclarecimentos aos agentes no Rio.

A conversa interceptada por policiais federais teria acontecido em 2010, depois de a PF chegar a um informante que trabalhava na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod). Allan teria dito a seu subordinado para ficar atento, porque a PF preparava uma operação.

Nova chefe de polícia

15/02/2011 - 19h34 - Folha online

Governo do Rio anuncia nova chefe da polícia

JULIANNA GRANJEIA
DE SÃO PAULO
DO RIO

Após a saída do chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, na manhã desta terça-feira, o governo do Estado anunciou no início da noite o nome da substituta, a delegada Martha Rocha.


A delegada Martha Rocha, indicada nesta terça-feira para ocupar o cargo de chefe da Polícia Civil do Rio
A delegada Martha Rocha, indicada nesta terça-feira para ocupar o cargo de chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro

Rocha é atualmente chefe da Dpam (Divisão de Polícia de Atendimento a Mulher), que coordena as dez delegacias especializadas de atendimento à mulher, área em que fez carreira. Também já havia ocupado o cargo de subchefe da Polícia Civil.

Caiu o Turnowski

15/02/2011 - 13h07- Folha online

Chefe da Polícia Civil do Rio deixa o cargo após operação da PF

DO RIO

Atualizado às 13h30.

O chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, deixou o cargo nesta terça-feira. A saída do delegado foi definida em reunião com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

Segundo nota emitida pela secretaria, os dois concluíram que a saída de Turnowski era a mais adequada para "preservar o bom funcionamento das instituições".

A posição de Turnowski à frente da Polícia Civil ficou desgastada após a operação Guilhotina, desencadeada pela PF (Polícia Federal), e que prendeu dezenas de policiais ligados a traficantes e milícias. O principal preso na operação, o delegado Carlos Oliveira, foi, até agosto do ano passado, subchefe de Polícia Civil. Há anos, é apontado como braço-direito de Turnowski.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Corrupção na Draco!!

14/02/2011 - 19h43- Folha online

Chefe de polícia do Rio diz que há indício de corrupção na Draco

O chefe da Polícia Civil do Rio, delegado Allan Turnowski, afirmou nesta segunda-feira que os indícios colhidos nas buscas feitas pela corregedoria da instituição na Draco/IE (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado e de Inquéritos Especiais) seriam suficientes para exonerar o delegado Cláudio Ferraz, titular da unidade.

Turnowski realizou uma vistoria na sede da Draco após receber denúncia de esquema de cobrança de propina. De acordo com ele, foram encontrados indícios de irregularidades em inquérito que apurava fraude em licitação da Prefeitura de Rio das Ostras.

Rafael Andrade/Folhapress
Delegado titular da Draco, Cláudio Ferraz, deixa a sede da unidade fechada para investigacao da corregedoria
Delegado titular da Draco, Cláudio Ferraz, deixa a sede da unidade fechada para investigacao da corregedoria

Entre os documentos que ele diz ter recebido consta procedimento de instauração de inquérito, datado de 2008 e assinado por Ferraz. No cartório da delegacia, porém, documento com a mesma numeração indica o arquivamento da investigação. A suspeita é que agentes fraudaram o primeiro documento para pressionar empresários a pagar propina pelo fim do inquérito.

Constrangimento

14/02/2011 - 14h37- Folha online

Delegado diz que vistoria em delegacia é constrangimento

DIANA BRITO - DO RIO

O delegado Claudio Ferraz, titular da Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado, do Rio), afirmou na tarde desta segunda-feira que as buscas feitas pela Corregedoria e por policiais civis na unidade "é um constrangimento". A delegacia está fechada desde a noite de ontem, a mando do chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski.

Prefeituras e empresários no esquema!!

Turnowski diz que prefeitura de Rio das Ostras estaria no esquema de corrupção de policiais da Draco

Plantão | Publicada em 14/02/2011 às 12h37m - O Globo online

RIO - O chefe de Polícia Civil, delegado Allan Turnowski, disse no início da tarde desta segunda-feira, em entrevista ao telejornal RJ-TV, que a prefeitura envolvida no suposto esquema de corrupção de policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) é a de Rio das Ostras. Os agentes teriam arquivado investigações sobre fraudes em licitações. Segundo Turnowski, foram encontrados nesta manhã na delegacia dois documentos originais do processo que teria deixado de ser investigado assinados pelo chefe da especializada, Claudio Ferraz, e por um inspetor de polícia.

Turnowski disse ainda que uma prefeitura da Baixada Fluminense também estaria envolvida. Segundo ele, foram encontrados nesta manhã inquéritos parados há dois anos e armas sem registros. Allan afirmou que vai pedir ao Tribunal de Contas a quebra dos sigilos fiscais e telefônicos de empresários, fornecedores e funcionários da prefeitura que podem ser os responsáveis pelo pagamento de propinas em função da fraude nas licitações.