Operação Guilhotina se chamava Estado Negro
Setenta e duas horas depois de deixar a cadeira de chefe da Polícia Civil do estado, o delegado Allan Turnowski, sentou numa cadeira mais dura, a de depoente no inquérito que investiga quatro quadrilhas formadas por 32 policiais civis e militares acusados de usar a máquina do Estado para extorquir dinheiro de criminosos, vender armas a traficantes e milicianos e se locupletar. Após cerca de três horas de depoimento ao seu xará, o delegado Allan Dias, Turnowski saiu da Polícia Federal indiciado por violação de sigilo funcional (artigo 325 parágrafo 2o, que é "revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação"). É uma expressão jurídica para vazamento de informação. Como o suposto beneficiado pela informação foi o inspetor Christiano Gaspar Fernandes, acusado de manter uma milícia com o pai, e um dos 32 policiais presos na Operação Guilhotina, Turnowski está sendo acusado de ser um agente duplo.
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