Comandante quer relatório sobre mortes atribuídas a PMs em SP
AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, afirmou nesta sexta-feira que pedirá ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) relatório que aponta a existência de dois grupos de extermínio formado por PMs --nas zonas norte e leste de São Paulo. O objetivo é abrir processos administrativos contra os envolvidos, caso a suspeita seja comprovada.
Relatório atribui a PMs 150 assassinatos - 23/03/2011
DE SÃO PAULO
Relatório da Polícia Civil paulista aponta grupos de extermínio formados por PMs como responsáveis pelo assassinato de 150 pessoas na capital entre 2006 e 2010, informa a reportagem de André Caramante publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL)
Entre as vítimas, 61% não tinham antecedentes criminais. Outras 54 pessoas foram feridas em atentados em que PMs são suspeitos --69% sem passagem pela polícia.
O relatório foi produzido no ano passado e aponta motivações para os assassinatos: 20% por vingança; 13% por abuso de autoridade; 13% pelo que o relatório chama de "limpeza" (assassinato de viciados em drogas, por exemplo); 10% por cobranças ligadas ao tráfico e 5% por cobranças de jogo ilegal; 39% sem razão aparente.
Alguns PMs da lista estão presos. Eles negam os crimes. O Comando-Geral da corporação não se manifestou nem informou exatamente quantos homens já puniu.
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