terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Palavras do Delegado agressor!

25/01/2011 - 20h43- Folha online

Delegado diz que cadeirante fez ameaças após briga por vaga

FÁBIO AMATO
DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

O delegado Damasio Marino disse, em depoimento à corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, que o advogado e cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini ameaçou sua noiva por telefone. Luciana Borsois de Paula também é advogada e está grávida de quatro meses.

A ameaça, segundo o delegado, aconteceu após ele ter agredido o cadeirante, em discussão por vaga de estacionamento em São José dos Campos (SP), na semana passada. Morandini nega.

O cadeirante repreendeu o delegado por ter estacionado seu carro em vaga pública destinada a deficientes físicos. E afirma que foi agredido com coronhadas pelo delegado. Cinco testemunhas disseram à corregedoria que viram o delegado usar a arma para bater e ameaçar Morandini.

Lesão prova a agressão em cadeirante

Fotos -João Varella, do R7


25/01/2011 - 08h56- Folha online

Exame prova lesão na cabeça de cadeirante agredido em SP

FÁBIO AMATO
DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

O exame de corpo de delito a que se submeteu o advogado e cadeirante Anatole Magalhães Macedo Morandini, agredido na semana passada por um delegado em São José dos Campos (SP), apontou que as lesões na cabeça e no rosto foram provocadas por um 'objeto contundente.' De acordo com o corregedor da Polícia Civil no Vale do Paraíba, Antonio Alvaro Sá de Toledo, não é possível saber, por meio do exame, se as lesões foram provocadas pela coronha de um revólver, como afirmam Morandini e testemunhas da agressão.

Toledo disse, porém, que as provas já levantadas são suficientes para descartar a hipótese de que o próprio cadeirante tenha provocado os ferimentos.

A Secretaria de Segurança Pública informou que o delegado 'sofreu afastamento total' de suas funções por 30 dias. Isso significa que o delegado Damasio Marino não cumprirá sequer funções administrativas neste período.

Afastamento do agressor

20/01/2011 - 19h07- Folha online

Delegado que bateu em cadeirante é afastado do cargo em SP

DE SÃO PAULO

A Secretaria da Segurança Pública informou nesta quinta-feira que o delegado Damasio Marino, que bateu em um cadeirante em briga por vaga especial em São José dos Campos (91 km de São Paulo), foi afastado de suas funções de titular do 6º Distrito Policial da cidade para investigações.

"Por determinação do secretário [da Segurança, Antonio Ferreira Pinto], a Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento administrativo para apurar a responsabilidade funcional do delegado na agressão de um cadeirante. Desde terça-feira, 18, a Corregedoria de Polícia instaurou inquérito policial para apurar crime de lesão corporal dolosa", informou a pasta em nota.

Reportagem publicada hoje pela Folha mostra que a agressão ocorreu na última segunda-feira.

O advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, 35, diz que foi agredido com coronhadas. Já o delegado Damasio Marino, por meio de seu advogado, afirma que não lhe bateu com arma de fogo, mas que lhe deu "dois tapas".

A briga começou quando Morandini flagrou o delegado, que não tem deficiência, estacionado na vaga especial, em frente a um cartório na região central de São José dos Campos, e foi tomar satisfações.

O advogado diz que foi xingado. "Eu fiquei enojado, e a única coisa que consegui fazer foi cuspir no carro dele, porque me senti desrespeitado." Ainda segundo Morandini, o delegado, além de lhe dar coronhadas, também bateu em seu rosto com a ponta da arma.

Briga por uma vaga de deficiente

20/01/2011 - 10h10- Folha online

Delegado bate em cadeirante em briga por vaga especial em São José dos Campos (SP)

FÁBIO AMATO
DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Um advogado cadeirante apanhou de um delegado em São José dos Campos (91 km de São Paulo), em briga por estacionamento em vaga pública reservada para pessoas com deficiência, na última segunda-feira (17).

O advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, 35, diz que foi agredido com coronhadas.

Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress
Advogado Anatole Morandini, que foi agredido por delegado em briga por vaga em estacionamento no interior de SP
Advogado Anatole Morandini, que foi agredido por delegado em briga por vaga em estacionamento no interior de SP

Já o delegado Damasio Marino, por meio de seu advogado, afirma que não lhe bateu com arma de fogo, mas que lhe deu "dois tapas".

A briga começou quando Morandini flagrou o delegado, que não tem deficiência, estacionado na vaga especial, em frente a um cartório na região central de São José, e foi tomar satisfações.

"Ele [delegado] me chamou de aleijado filho da puta. Eu fiquei enojado, e a única coisa que consegui fazer foi cuspir no carro dele, porque me senti desrespeitado."

Ainda segundo Morandini, o delegado do 6º Distrito Policial da cidade, além de lhe dar coronhadas, também bateu em seu rosto com a ponta da arma.